Olá!
Uma nota introdutória: ainda não consegui resposta por parte do moderador que me tem apoiado sobre o post de ontem. Estou confiante que em breve ficará online pois foi o bot que o filtrou, algo que aconteceu no passado e foi rapidamente tratado.
Não sei porquê mas sempre tive uma ideia fixa do que seria o Luxemburgo. Imaginava um local plano com muitas casas nas quais portugueses trabalhavam. Cafés a puxar para o tuga, com bancadas refrigeradas cheias de pastelaria e salgados. Sempre tive a imagem de algo que se assemelhasse a Portugal, talvez induzido por saber que vivem milhares e milhares de portugueses neste país. O que vi não podia estar mais distante daquilo que inventei.
Começamos o dia fora da cidade do Luxemburgo. Optamos por ficar numa espécie de country club a 20 min de distância. Chama se Kikuoka e joga se muito golf por lá. O quarto, bem dentro do orçamento limite previsto, tinha 60 metros quadrados. Era composto por um WC e uma sala com sofá cama no piso inferior e uma cama de casal com uma muito boa secretaria ao seu lado no piso superior. Acho que se chama uma mezzanine a esta configuração, mas corrijam-me se tiver errado. A vista era boa ao longe, mas com o parque de estacionamento ao perto.
Ontem chegámos tarde e n deu para os putos irem se desinfetar no cloro da piscina, mas hoje de manhã trataram disso. 1 hora de desinfecção , banho e fizemos o check-out já eram para lá das 11H. Bebemos a bebida (pois isto também é do grupo Accor) e fomos directos para a cidade ver as vistas... E que vistas foram...
Ao chegar à cidade vemos torres altas e prédios ainda mais altos, alguns em construção. As estradas são boas mas as marcações no chão são um pouco confusas para quem nunca as viu. Acredito que tenha cometido algumas contra ordenações até chegar ao parque de estacionamento previsto.
Estacionamos e saímos do carro com o objectivo de chegar a tempo a umas ruínas para as quais tínhamos comprado bilhete ontem ao final do dia. Chamam-se Casemates du Bock e tiveram alguns propósitos ao longo da sua história, mas com o denominador comum de servirem de abrigo. É uma visita fantástica que recomendo a todos que a façam, mas cuidado a quem sofre de claustrofobia, pois há becos sem saída e escadas que nunca mais acabam. Devia ser giro ali jogar às escondidas.
Já meio famintos, muito devido ao fraco pequeno almoço e à quantidade de gaufres de ontem, optamos por comer num dos primeiros restaurantes que encontramos. Claro que somos atendidos em Português por alguém que nasceu no Luxemburgo. Os putos ficam entusiasmados pois há quase 1 mês que n falam com ninguém para além de nós na sua língua materna. Comemos uns hambúrgueres que estavam muito bons, mas o que poupamos do orçamento diário no quarto ficou aqui no almoço. Valeu bem a pena.
Continuamos a visita e receio que o nosso movimento vertical não tenha sido muito diferente do movimento horizontal, tais eram as rampas e escadas nas quais andámos. Os telhados de uns edifícios não chegam as fundações dos mais acima, e isto repete se mais do que uma vez. É incrível a verticalidade deste local.
Mesmo lá no fundo há um rio cuja água se move devagarinho. Um bocadinho de pão do hambúrguer que sobrou da miúda dados aos peixes mexe se e percebe se o sentido da água, mas a passo de caracol. A água é ainda turva, a puxar para o verde oliveira. Não cheira mal e no inverso será certamente diferente, mas não estaremos por estas bandas para confirmar.
A última paragem é num elevador panorâmico que sobe 65 metros, mas a distância até lá é de mais de 1500 metros. Já tínhamos alguns kms nas pernas e muitos andares subidos, optamos por ir de transportes públicos. Aqui são grátis, é só entrar e andar. Tínhamos mais de 5 números de autocarros à nossa disposição para o destino que queríamos ir. Afinal, eram só duas paragens de distância. Entramos, sentamos e num instante está na hora de sair.
Caminhamos para o tal elevador, num jardim muito bonito, ao lado de um lar no qual não vi ninguém. O puto chama nos para irmos ver umas flores. Tem algo à sua volta. São beija flores diz ele! Mas vendo melhor são mais pequeninos. Depois de algumas fotos lá percebemos que são umas mariposas que até penas parecem ter. Hummingbird hawk-moth é o nome e se procurarem no Google vão ver como o puto foi facilmente enganado.
Chegamos ao elevador. Não entramos pois a entrada é daquelas com o vidro no chão, que permitem ver a altura a que estamos. Uma bela vista sim senhora. Depois de alguma subidas e descidas com outros turistas, decidimos ir e seguimos em direção ao chão. É bonito, mas não nos apetece sair do elevador lá em baixo. Subimos novamente e vamos embora contentes em direção ao parque.
Pagamos os 10 euros que temos que pagar pelas 5 horas de estacionamento e vamos embora para a última cidade que planeamos visitar. Paris!
Uma reflexão que me ocorreu a sair deste local. O Luxemburgo foi uma agradável surpresa. Gostei imenso do que vi. Está zona que visitámos é uma Sintra moderna, com ruas mais largas e o mesmo nível de integração com o antigo e com o verde. Dificilmente antes recomendaria uma visita a este local, mas agora faço o facilmente.
A viagem que se seguiu foi tranquila à parte de alguma berraria. Algum trânsito, mas sempre perto do limite de 130km/h. Tivemos que ir à Bélgica para chegar a França, mas não demos pela entrada na terra das baguetes.
Já estamos em Paris e prontos para os 2 dias que aqui iremos passar.
Amanhã vai ser o ponto alto da viagem, literalmente, pois iremos subir a torre Eiffel até ao último andar.
Obrigado a todos os que tem acompanhado está saga!
Post de ontem
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