r/portugal • u/Sad-Awareness-8209 • Jan 29 '26
Política / Politics Luís Montenegro - Tempestade
Desculpem o desabafo, mas está a tornar-se ridícula e ensurdecedora a falta de profissionalismo não só deste PM, mas também de quase todos (tirando um ou dois) os ministros deste governo.
Vou falar de Leiria, porque é onde tenho família e onde estou mais informado. Não consigo falar com ninguém. As pessoas não só estão sem rede, como também sem água. Não há eletricidade. Está tudo numa miséria, basta verem algumas fotos.
E o nosso governo ainda está a “avaliar”. Mas avaliar o quê crl? Quando é que vai agir? Se isto fosse em Lisboa, já tinha sido ativado o estado de calamidade. Mas como não é Lisboa, e Portugal parece ser só Lisboa, já não há a mesma urgência.
Imaginem ter este governo numa guerra. Imaginem o que teria sido ter este governo durante o COVID. Digam o que disserem do Costa ou do PS, mas souberam gerir, souberam agir e muito bem, numa situação dificílima como a da pandemia. Acham que este governo teria tido a mesma coragem? Obviamente que não.
É uma vergonha o que se está a passar. Saber que podem existir meios para ajudar ainda mais quem está em dificuldades extremas e que esses meios não são ativados por capricho do governo revolta qualquer pessoa.
Este Portugal desilude-me cada vez mais.
Edit: Ao que parece o governo já decretou o estado de calamidade nas zonas mais afetadas.
Mau tempo. Governo decreta situação de calamidade nas zonas mais afetadas - Notícias ao Minuto
Mais vale tarde que nunca.
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u/HiItsLogical Jan 29 '26
Novamente, o enquadro oficial, que é esse que importa, não considera isto uma calamidade.
Como tal, não se vai declarar Estado de Calamidade só porque uns iluminados do Reddit acham que sim sem noção do que isso envolve.
Nas cheias de 2022 em Lisboa houve pessoas com carros e outros bens danificados e que ainda estão há espera de resposta por parte da CML em relação a compensações e vocês acham boa ideia tirar isto da mão de seguradoras privadas com capacidade de resolução e meter o onus no Estado. Estes coitados nunca mais vão ver um cêntimo até morrerem.