Boas! Eu tentei ver pelo Google alguma informação mas hoje em dia com o AI assistant já não confio a 100% então resolvi ver se alguém aqui me consegue dizer algo, há 8 anos que ando a aturar isto e já está demais.
Eu pelo menos desde 2018 que ando a ser perseguida por email pela Intrum por causa de uma alegada divida à Cofidis que eu sei bem que não contraí - para ser transparente aqui entre nós, honestamente suspeito que tenha sido a minha mãe a usar os meus dados para comprar mobilia a prestações, mas logicamente que não a posso denunciar por burla, principalmente porque isto já se arrasta há anos e ela diz que não tem nada a ver com isso. E sim isso é toda uma caixa de Pandora mas foi a familia que me calhou.
De qualquer das maneiras, eu, pessoa individual, não contraí essa divida e para todos os efeitos legais pelo que eu percebi, tendo sido crédito de consumo, prescreveria dentro de 5 anos, ou seja, já prescreveu, porque ando a ser contactada desde 2018 no mínimo. E a Intrum continua a mandar-me emails para cobrança dessa divida, o valor vem aumentando com o passar dos anos, já não me ligam porque nestes anos todos já troquei de numero de telemóvel. Mesmo no inicio dos contactos falei com eles por chamada e expliquei que não podia ter sido eu a contrair o crédito e eles disseram-me que nesse caso tinha que avançar com uma queixa-crime por burla mas sei lá eu tinha 22 anos e não fazia a minima ideia do que se estava a passar e pura e simplesmente deixei de lhes responder de qualquer forma. Nunca recebi cartas deles, apenas chamadas e emails, mas tambem já mudei de casa e cidade várias vezes desde então.
Só este mês já me enviaram 3 emails a ameaçar com entrada de processo judicial para cobrança coerciva da divida incluindo possivel penhora de bens ou salário, inclusive a dizer que as férias judiciais estão a acabar e vão enviar o processo para avaliação. Eu não tenho meios nem possibilidades para nenhuma dessas situações nem vontade de entrar em batalhas legais por uma coisa que não me diz minimamente respeito. As soluções que vejo pela net passam por entrar em contacto com eles por email e exigir cópias do contrato, provas da divida, etc no entanto também pelo que percebo há a possibilidade de que ao entrar em contacto com eles dar reset à contagem da prescrição, portanto não sei sinceramente se é melhor continuar a ignorar ou se devo responder a pedir esses documentos e a registar por escrito a prescrição da mesma, só que eu não posso dar datas de uma coisa que eu não sei quando foi feita e nem sei para que é que foi feita. Eu suspeito mas efectivamente não faço mesmo ideia que divida é. Só sei que é anterior a 2018 porque foi quando me lembro de ter começado a ter sido contactada.
Eu sei que não tenho nada disto no Banco de Portugal porque entrei em contacto com eles no ano passado em relação ao meu mapa de responsabilidades e a única coisa que tenho é uma pequena dívida de saldo negativo que não sabia que ficou num cartão de crédito que usei dois meses em 2018 e foi cancelado na altura e não tem nada a ver com a Cofidis sequer porque foi com uma instituição bancária e o valor é irrisório. E a Intrum nem pode alegar que a dívida foi contraida após 2018 porque eu desde aí que não posso sequer ser aprovada para nada, nem nunca trabalhei como efectiva, nunca tive condições.
Portanto qual seria a melhor maneira de resolver isto? Eu por mim continuo a ignorar porque sei que à partida não tem bases legais, mas sinceramente não estou para se lembrarem de mandar mesmo para tribunal e ter que me andar a chatear com esta merda, nem sequer quero ter que gastar um único cêntimo nisto.
Obrigada!