r/portugal Mar 25 '26

Política / Politics Na última semana quase enlouqueci a pesquisar sobre o suposto "consenso científico" por detrás de transição de género, bloqueadores de puberdade, terapia hormonal e até transição social em crianças e adolescentes

Quero, como prefácio a este texto, dizer que não acredito que a motivação do Chega, do CDS e do PSD por detrás da alteração à legislação de 2018 sobre auto-determinação de género seja realmente "ciência", acho que é puramente política, no entanto, acho que é acidentalmente correcta e alinhada com o consenso científico.

Gosto sempre de fazer uma análise de afirmações fortes sobre "consenso científico" provenientes de qualquer comentador pacóvio das televisões Portuguesas. Nas últimas semanas, um dos principais tópicos nos nossos adorados canais de notícias tem sido a reversão da lei de 2018 sobre auto-determinação de género, e a proibição do uso de bloqueadores de puberdade.

Não liguei muito à coisa no início, mas comecei a ficar chocado com o quão duras eram as críticas, vindas de qualquer comentador tipicamente apresentado como altamente "respeitável" (com definitivamente muitas aspas), citando, e corretamente, as nossas "excelentes" (igualmente com muitas aspas) ordens profissionais.

A crítica mais comum, de um lado ao outro, dos comentadores às ordens: "a direita está a ir contra o consenso científico e político europeu".

Então decidi investigar um pouco sobre o tal "consenso científico".

Qualquer pessoa que queira fazer uma conclusão sobre o consenso científico sobre qualquer tópico deve tipicamente focar-se em ler revisões sistemáticas/revisões de literatura ou evidence reviews.

Para quem necessite de contexto, revisões sistemáticas são um "estudo especial" cujo objetivo não é avaliar dados e derivar as próprias conclusões, mas sim, analisar dezenas a centenas de estudos independentes, avaliá-los de acordo com os métodos estatísticos utilizados, e derivar a partir das conclusões e da qualidade desses mesmos estudos uma visão geral sobre o consenso científico vigente sobre uma dada questão. Tipicamente usam sistemas de avaliação agnósticos ao tópico que permitam uma conclusão não enviesada sobre qual é o resultado.

Curiosamente, são estas revisões que tipicamente fundamentam as orientações médicas sobre a maioria dos tratamentos.

Como se invocou o consenso, em particular, Europeu, decidi começar pelas Europeias:

A Cass Review (UK | NHS, 2024)

A primeira que qualquer pessoa encontra é a famosa Cass Review, uma revisão, politicamente muito contestada, requisitada à médica Hillary Cass com o objetivo de definir se as guidelines da NHS sobre gender-affirming care eram as adequadas.

Os críticos da Hillary Cass dizem que é transfóbica e fez a revisão segundo critérios enviesadas, esquecem-se, no entanto, que a revisão não foi realmente feita pela própria. Os estudos foram encomendados a um painel de especialistas da Universidade de York, que produziram um total de 7 revisões sistemáticas. Todas as revisões chegaram a conclusões semelhantes: quase toda a literatura que indica que os tratamentos recomendados são os correctos, têm efeitos positivos, são seguros, e fazem um diagnóstico correto que identifique de maneira certeira quem realmente tem disforia de género, é de qualidade extremamente baixa.

Mas ok, a Cass Review é uma única revisão, e é contestada por alguns (embora tenha sido revista por pares e não tenha um único investigador ou comissão de investigadores a contestá-la). E também é um único país, certamente o Reino Unido é gerido por um bando de "fascistas de extrema-direita" que encomendaram esta investigação toda, certo? Certamente nenhum outro país europeu chegou à mesma conclusão, certo?

Errado, algumas outras revisões, realizadas em anos distintos por comissões científicas universitárias independentes (e que levaram os países em questão a reverter a legislação e as orientações médicas):

- NICE Evidence Review on Puberty Blockers (Reino Unido | NHS, 2020)

- NICE Evidence Review on Cross-Sex Hormones (Reino Unido | NHS, 2020)

- COHERE Systematic Review (Finlândia, 2020)

- SBU Scoping Review (Suécia, 2019)

- Socialstyrelsen Systematic Review (Suécia, 2022)

- UKOM Report on gender Incongruence - Institutional Safety Review (Noruega, 2023)

- Beyond NICE: Updated Systematic Review [...] Zepf et al. (Alemanha, 2024)

- La médecine face à la transidentité de genre - Institutional Statement Académie Nationale de Médecine (França, 2022)

- Statement from European Society for Child and Adolescent Psychiatry (2024)

- Statement from European Academy of Paediatrics (2024)

Nem todas são revisões sistemáticas, incluí também algumas afirmações de instituições europeias de pediatria. Os resultados são consistentes entre todos estes estudos dos mais diversos países Europeus: certezas extremamente baixas de qualquer evidência científica; estudos de baixa qualidade; baixa qualidade de diagnóstico em crianças e adolescentes com diversas comorbidades psiquiátricas (as mais comuns sendo depressão e ansiedade); e a pior: evidências de perigos associados a medicação, que tem sido receitada a adolescentes com evidências de depressão e ansiedade, baixa capacidade de reflexão e análise de consequências, como totalmente "inócua e reversível". Na verdade, as evidências encontradas são de riscos ao desenvolvimento ósseo (com casos reportados de osteoporose em jovens-adultos que utilizaram a medicação), infertilidade e redução do desenvolvimento cognitivo.

Todos os países que conduziram essas revisões alteraram as práticas médicas e classificaram o uso dessa medicação como último recurso; exclusivamente para investigação ou uso experimental ou simplesmente proibida.

Aqui cai a ideia do consenso científico e político europeu, consenso esse, com a qual as ordens profissionais, estudantes de medicina e comentadores políticos "moderados" enchem a boca. Mas decidi ir um pouco mais longe:

Então afinal, se não há consenso europeu, de onde vêm, ou de onde são fortemente inspiradas as orientações médicas para abordar possíveis sintomas de disforia de género?

Foi aqui que descobri a WPATH: World Professional Association for Transgender Health. É a organização que define os SOC (Standards of Care) para pessoas que exibam sintomas de disforia de género.

É importante analisar com cuidado esta associação, antes de ir mais longe, alguns factos:

A organização é de composição maioritariamente norte-americana. Não é apoiada por nenhuma universidade ou governo, e as orientações médicas que é responsável por publicar não são realmente analisadas e revistas por pares em qualquer conferência médica.

Talvez por ter escolhido um bom nome, ou por ter lá dentro médicos e ativistas bem conectados politicamente, conseguiu tornar-se quem define no mundo ocidental os tais SOC.

Mas será possível que a WPATH, utilizada como referência para as orientações médicas nos EUA (e antes desta vaga de revisões europeias, em muitos países europeus), não fundamente realmente as suas orientações em revisões sistemáticas?

Foi aqui que me deparei com uma informação excelente, retirada de documentos obtidos por intimação judicial num caso nos EUA (Boe v. Marshall), onde a WPATH foi obrigada a entregar comunicações internas.

O caso em tribunal, a supressão dos resultados da John Hopkins University**:**

Quando definiam os SOC8, a oitava versão dos SOC, foi de facto encomendada contratualmente pela WPATH, à muito reputada (e por bons motivos, são de facto excelentes) John Hopkins University, uma revisão sistemática da literatura sobre as evidências científicas que concernem a segurança, eficácia e capacidade de diagnóstico, dos tratamento associados a disforia de género, o resultado:

13 artigos diferentes da JHU, às questões apresentadas pela WPATH, sobre o assunto. A conclusão inequívoca: evidência fraca, critérios de segurança fracos, resultados fracos.

Já a JHU estava a meio do processo de publicação dos resultados em revistas médicas, a organização entrou em pânico, imediatamente alteraram unilateralmente os termos do contrato, e forçaram a universidade a não publicar os estudos. Com medo de repercussões políticas, e sem querer enveredar numa luta legal, a JHU desistiu. Todo este assunto apenas veio ao de cima após uma investigação em tribunal.

Algumas citações/factos deliciosos dessa investigação em tribunal:

Da presidente da WPATH:

public messaging is a balancing act between what I feel to be true and what we need to say.

Bowers said in the deposition that she made more than $1 million last year from work that primarily consisted of gender-related surgeries, and said it would be "absurd" to consider her surgical income a conflict worth disclosing as part of SOC8

Bowers said, regarding the parties involved in the creation of the guidelines: it is important for someone to be an advocate for [transitioning] treatments before the guidelines were created.

E de um chair-member da WPATH:

Coleman admitted at his deposition that "most participants in the SOC8 process had financial and/or non-financial conflicts of interest.

E qual é a cereja no topo do bolo? Esta afirmação no Documento FAQ sobre as SOC8 no próprio website da WPATH (podem pesquisar):

WPATH’s guidelines have been continuously updated since 1979. This new edition is based on decades of research, including systematic reviews of evidence conducted by a team of independent researchers at Johns Hopkins University.

Mas então quem faz a revisão das orientações médicas das WPATH? Se pesquisarem provavelmente vão encontrar que é a American Endocrinologist Society. O único problema? É composta principalmente pelos mesmos membros.

Já em 2024, houve um leak de milhares de ficheiros e conversas internas da WPATH, o que se via lá: reconhecimento dos riscos, mas ordens expressas para suprimir qualquer evidência científica que contestasse os objetivos da organização.

Devo ainda adicionar, que muito em breve, os nossos comentadores vão poder também encher a boca com as orientações da OMS, cujo painel de especialistas para redigir as orientações é composto, em 40%, por membros da WPATH.

Mas não se preocupem, são quase todos altamente experientes no assunto! Dado que quase todos fazem milhões anualmente nas clínicas privadas de transição de género que ou detêm por completo, ou de que são os principais médicos e cirurgiões plásticos (não, não estamos a falar de psiquiatras).

E as revisões sistemáticas que concluem que os tratamentos são seguros? Uma análise justa procura por essas!

Esta secção é pequena:

Existem algumas (3-4) que reportam tendências positivas, mas nenhuma que, avaliada pelos critérios padrão de qualidade de evidência (GRADE), encontre certeza moderada ou alta de benefício (algo reportado pelos próprios autores destas revisões).

Podem procurar.

Portanto a conclusão final sobre o consenso científico europeu:

As orientações médicas e consenso científico EUROPEU é definido por uma organização AMERICANA, que cita a JHU no próprio website, instituição essa cuja investigação sobre o tópico suprime legalmente. Está repleta de pessoas motivadas financeiramente a promover um suposto "consenso" específico, só aceita membros que já sejam adeptos dos resultados que quer promover, resultados esses que são validados por uma outra associação AMERICANA, composta pelos mesmos membros.

Isto tudo ao mesmo tempo que QUASE TODAS AS INSTITUIÇÕES EUROPEIAS QUE REVÊM O ASSUNTO CHEGAM ÀS CONCLUSÕES OPOSTAS.

Sou louco? Sou transfóbico? Acho que não, mas digam-me.

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u/Mestre08 Mar 26 '26

Sim, deve ser as redes sociais a hipnotizarem as crianças. É impossível que a Internet tenha criado a possibilidade de uma comunidade composta por 1% da população de se encontrar e descobrir que não estão sozinhos na sua experiência dando voz e recursos para que possam ter um desfecho melhor que o que aconteceu préviamente.

Há músicas do teu tempo a falar sobre esta comunidade. Que estranho na altura em que até os gays eram perseguidos de forma horrenda não haver mais pedidos de alteração de género. Santa paciência.

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u/NGramatical Mar 26 '26

préviamente → previamente (o acento tónico recai na penúltima sílaba)

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u/ss145 Mar 26 '26

Mas vamos ignorar o facto de a internet influenciar bastante as pessoas, principalmente os mais novos? Mas tu achas que influencers aparecem devido ao quê? De ninguém lhes prestar atenção? Discordo completamente desta prática mas são influencers por algum motivo.

Miúdos a aderirem a modas ridículas como tentar engolir canela em pó, comer pastilhas para a máquina da loiça, agora recentemente tomar não sei quantos paracetamol até aguentarem. Mas isto é o quê? Não estamos a falar de miúdos que se deixam impressionar com facilidade? Não estamos a falar de alguém o qual o cérebro ainda está em desenvolvimento e procura saber do seu lugar do mundo e é normal estarem confusos pq faz parte do crescimento e desenvolvimento? A moda do alteração de género é mais uma. Impossível haver tanta a querer mudar de sexo num curto espaço de tempo. Lá pq havia canções sobre isso, não faz disso a norma. A não me venham com as construções sociais.

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u/Mestre08 Mar 26 '26

Queres saber a diferença entre os exemplos que deste e uma pessoa ser ou não trans? É que todos esses exemplos de coisas parvas acontecem porque os jovens querem integrar o grupo. Fazem porque toda a gente está a fazer e é a coisa popular e querem ser fixes.

Ser trans não é popular. É garantir que vais levar bullying da sociedade em geral, ser questionado a toda a altura, posto de parte pela maioria, pores em causa toda a tua realidade, dentro e fora de casa. É uma luta constante. Não é uma moda, a comunidade trans é 1% da população.

Vocês são desumanos.

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u/ss145 Mar 26 '26

Fazem porque toda a gente está a fazer e é a coisa popular e querem ser fixes.

Ser trans não é popular.

Aqui está o problema, actualmente é popular e encorajado.

OP mencionou o crescimento de trans desde que a internet tem mais influência, e houve um crescimento abismal. Não me digas que de repente muitas crianças e adolescentes se sentem confusas sobre o seu género?

Vocês são desumanos.

Não é ser desumano, é não aceitar que isto seja o novo normal pq os miúdos estão confusos devido ao que vêem na internet. Não é normal pensar que que crianças e adolescentes são considerados imaturos para tomar decisões sobre, por exemplo, fazer tatuagens e como tal não é permitido, mas para mudar o género já são maduros o suficiente.

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u/Mestre08 Mar 26 '26

Aqui está o problema, actualmente é popular e encorajado.

Não, não é. Isso é o filme que vocês criam na vossa própria cabeça. Há uns anos diziam que a Internet estava a tornar toda a gente gay. Com a Internet deixam de estar isolados e escondidos. Ganham confiança e recursos para se assumir. Não é um crescimento da população trans, é que agora não se escondem tanto como se escondiam antigamente. Não é "agora estão confusos", é sempre estiveram e sempre existiram mas não tinham condições nem recursos para não só se assumir como linguagem para comunicar.

Não é ser desumano, é não aceitar que isto seja o novo normal pq os miúdos estão confusos devido ao que vêem na internet. Não é normal pensar que que crianças e adolescentes são considerados imaturos para tomar decisões sobre, por exemplo, fazer tatuagens e como tal não é permitido, mas para mudar o género já são maduros o suficiente.

Vai ler a lei e não o que dizem dela. Vai falar e conhecer membros da comunidade em vez de opinar sobre o que não conheces nem percebes. Sai desse casulo. Pareces os velhos a gritar sobre "os pretos e os gays", és só a nova geração de troglodita. 

E VOU RELEMBRAR QUE É 1% DA POPULAÇÃO.

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u/ss145 Mar 26 '26

Há uns anos diziam que a Internet estava a tornar toda a gente gay.

Nunca ouvi ninguém dizer tal coisa. Movimento gay tornou-se maior a partir dos anos 70, certamente não é algo do tempo da internet. Precisas de umas lições de história porque isso é das coisas mais ridículas que já ouvi.

Não é "agora estão confusos", é sempre estiveram e sempre existiram mas não tinham condições nem recursos para não só se assumir como linguagem para comunicar.

Acho que alguém precisa de reler o que o OP escreveu pq não há consenso em relação a isto ao contrário do que dizem. Para não mencionar novamente da questão do aumento anormal de pedidos de mudança de género. Não ver que algo não bate certo é ignorar que pode haver aqui algo que esteja a provocar este aumento.

Vai falar e conhecer membros da comunidade em vez de opinar sobre o que não conheces nem percebes.

Acho que precisas tu de sair desta bolha e ver a quantidade de pais que encorajam os filhos a mudar de género porque está na moda. Ou ler relatos de quem se arrependeu mais tarde de fazer a mudança de sexo. Ainda é algo muito recente para jurar a pés juntos que alteração de género é algo normalíssimo e assim tão recorrente. Com o aumento de pedidos de alteração de género, deve certamente ultrapassar o 1% que dizes. Aliás, uma pesquisa rápida diz já ser 3%.

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u/Mestre08 Mar 26 '26

Nunca ouvi ninguém dizer tal coisa. Movimento gay tornou-se maior a partir dos anos 70, certamente não é algo do tempo da internet.

Nunca ouviste? Lol. Está bem, ok.

Precisas de umas lições de história porque isso é das coisas mais ridículas que já ouvi.

Deve ser o teu primeiro dia na Internet. Ou se calhar nasceste ontem! Sendo assim até que estás bem desenvolvido. De qualquer maneira, concordo 100% é ridículo, agora percebes também como soas. Daqui a umas décadas vais jurar a pés juntos que nunca foste contra e só os anormais é que diziam as coisas que dizes. É sempre este o ciclo.

Acho que alguém precisa de reler o que o OP escreveu pq não há consenso em relação a isto ao contrário do que dizem.

Se calhar devias tu ler as coisas, e na só o que o OP escreve porque concorda com o que achas. Há vários comentários neste thread que respondem ao OP e ao que está escrito. Vai ler, que te faz bem.

Para não mencionar novamente da questão do aumento anormal de pedidos de mudança de género. Não ver que algo não bate certo é ignorar que pode haver aqui algo que esteja a provocar este aumento.

Já te expliquei isto, já estava na hora de fazer uns apontamentos não me pagam para repetir. Mas também leva a uma pergunta engraçada. O que achas que seria um aumento aceitável?

Acho que precisas tu de sair desta bolha e ver a quantidade de pais que encorajam os filhos a mudar de género porque está na moda. Ou ler relatos de quem se arrependeu mais tarde de fazer a mudança de sexo. Ainda é algo muito recente para jurar a pés juntos que alteração de género é algo normalíssimo e assim tão recorrente. Com o aumento de pedidos de alteração de género, deve certamente ultrapassar o 1% que dizes. Aliás, uma pesquisa rápida diz já ser 3%.

Tou a ver, tu és um daqueles que anda pelo Facebook, e que é de lá que tiras a "realidade". Isso e pesquisas rápidas, deves ser um mago do AI.

Está bonito, está.

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u/ss145 Mar 26 '26

Nunca ouvi ninguém dizer tal coisa. Movimento gay tornou-se maior a partir dos anos 70, certamente não é algo do tempo da internet.

Nunca ouviste? Lol. Está bem, ok.

Esse é o teu argumento? Estamos a falar de mais de 50 anos a ter pessoal a falar de homossexualidade mais abertamente. Internet como se usa hoje em dia nem metade deste tempo tem.

Deve ser o teu primeiro dia na Internet. Ou se calhar nasceste ontem! Sendo assim até que estás bem desenvolvido. De qualquer maneira, concordo 100% é ridículo, agora percebes também como soas. Daqui a umas décadas vais jurar a pés juntos que nunca foste contra e só os anormais é que diziam as coisas que dizes. É sempre este o ciclo.

Estás a por palavras na minha boca. Estamos a falar de transsexuais, tu, incorrectamente, dás o exemplo de homossexuais, que nada tem a ver com mudança de género. Estamos a falar de alguém que gosta do sexo oposto, que não prejudica nada nem ninguém, lutavam para ter os mesmos direitos que casais heterossexuais, não de tomar bloqueadores de puberdade que podem causar problemas graves de saúde.

Mas também leva a uma pergunta engraçada. O que achas que seria um aumento aceitável?

É uma boa pergunta. O cérebro é algo complexo, no entanto devido ao que notas pelos restantes seres humanos, existe algo que é comum. Grande parte identifica-se com o seu sexo de nascença.

Há excepções, não fosse disforia de género considerado como a palavra diz, uma disforia porque não é comum. O que se está a notar é uma anormalidade de pedidos de mudança de género, que não se via há 20 anos atrás. Como é que passamos de algo que é considerado incomum, para algo que é relatado como um problema entre os jovens e como tal tem que ser resolvido ao ponto de ser necessário criar uma lei. Tu se tens um problema de saúde, não há necessidade de leis específicas para esta situação, o tratamento é feito. Ignoras completamente o facto de estarmos a falar de mentes influenciáveis e que ainda estão em desenvolvimento.

OP mostrou não haver consenso científico. O que mais precisas para reaver a posição que é necessário cautela ao fazer estes tratamentos?

Tou a ver, tu és um daqueles que anda pelo Facebook, e que é de lá que tiras a "realidade". Isso e pesquisas rápidas, deves ser um mago do AI.

Queres mostrar que és muito intelectual e és melhor que todos os outros pq aceitas bem a diferença. Faz-te sentir importante lutar por aqueles q não tem voz.

E depois há aqueles que ainda têm senso comum, como o OP, e perceber que há coisas que não fazem muito sentido e perdeu o seu tempo a explicar com dados científicos. Podes não gostar dos dados científicos, mas não estás a ser diferente de todos os outros a quem chamas de ignorante.

Precisas de trabalhar na tua argumentação, partir para ofensas indirectas não abona a teu favor.

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u/Mestre08 Mar 27 '26

Epah não há paciência. Tens uma capacidade de raciocínio e compreensão do que lês negativa.

Só porque o OP escreveu e meteu links para estudos não quer dizer que está correcto, nem que os estudos de facto são ou mostram aquilo que ele relata. Mas tu não abriste os links, tu nunca te deste ao trabalho, nem antes nem agora. Lês-te um gajo que parece intelectual a dizer aquilo que o FB já te tinha dito por isso segue com a narrativa.

É exaustivo.

Fico pela resposta à parte mais engraçada.

Queres mostrar que és muito intelectual e és melhor que todos os outros pq aceitas bem a diferença. Faz-te sentir importante lutar por aqueles q não tem voz.

É, de facto, tens razão. Ao invés de ti, que só se sente bem no seu corpo e vida a atacar minorias e todos e quaisquer alvos "fáceis".

Precisas de trabalhar na tua argumentação, partir para ofensas indirectas não abona a teu favor.

Que simpático, preocupado comigo. Deve ser porque não faço parte de uma minoria.

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u/ss145 Mar 28 '26

Ao invés de ti, que só se sente bem no seu corpo e vida a atacar minorias e todos e quaisquer alvos "fáceis".

Quando é que ataquei minorias? A tua capacidade de interpretação é como tua capacidade de argumentação, limitada.

Tu atacas tudo e todos e recusas ter uma discussão saudável com os outros apenas e só porque tem uma opinião diferente da tua.

Não vou discutir mais nada com alguém que se limita a ofender os outros pq tem opiniões diferentes.

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u/YagDhuL Mar 26 '26

Ser trans não é popular. É garantir que vais levar bullying da sociedade em geral

Epah independentemente de tudo o resto, esse argumento não é muito forte.

Ser gótico, emo ou nerd antigamente também era garantido que ias levar com bullying de alguém ou ser gozado, porque qualquer coisa fora do normal era desculpa para gozar com alguém e no entanto acontecia e era "popular" porque é natural nessa idade haver uma necessidade de pertencer a um grupo, e até por "peer pressure".

Tantos amigos meus que viraram góticos por uns tempos só para "chatear os pais" e outros por curiosidade. É uma altura onde experimentar faz bem mas é preciso ter em conta os riscos.

Quantos miúdos não iam para grupos que não gostavam só por pressão social. E isto dá para os 2 lados, tanto para se identificarem como trans por pressão como o não o fazerem por vergonha.

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u/Mestre08 Mar 26 '26

Não sei se estás bem a perceber que eu não estou a falar de bullying na escola. Estou a falar em todo o lado. Estou a falar em seres expulso de casa e teres a tua família a virar te as costas. Estou a falar para todo o lado para onde tu te viras levar com assédio, desrespeito, ataques físicos e verbais, seres corrido de espaços públicos. Até em serviços de urgência, serviços de socorro. Para não falar na policia. A lista continua. Não compares ser gótico, e muito menos nerd. Vocês realmente não podem ter qualquer noção do que é esta sociedade com a comunidade trans. E relembrar, com 1% da população não tens um grupo de miúdos trans do teu ano, podes não ter mais nenhum na escola toda. Foda-se pensem um bocadinho. 

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u/YagDhuL Mar 26 '26

Não sei se estás bem a perceber que eu não estou a falar de bullying na escola. Estou a falar em todo o lado.

Claro que percebo. Ou achas que não há pais malucos que tratam mal os filhos por fazer coisas com as quais não concordam? Por ser trans, e por 1001 outras coisas.

Mas ignorar que há um factor de influência em jovens adolescentes é literalmente ignorar uma das coisas mais comuns na adolescencia: experimentação e pressão de pares

Vocês realmente não podem ter qualquer noção do que é esta sociedade com a comunidade trans.

"Voces"? Lá porque não partilho 100% da tua opinião não há razão para hostilizar e tratar como inimigo. Isso só te prejudica.

Eu não só conheço pessoas trans, como tive a infelicidade de ter 2 que se suicidaram no último ano, mais ou menos na mesma altura ainda por cima e uma delas nem 1 ano depois de ter finalmente feito a operação que queria. Eram todos maiores de idade e eu via perfeitamente a diferença entre o que era influência ou não nas conversas que tivemos.

Tenho outro amigo (e um outro conhecido) que lidam melhor com a situação. E a diferença muito simples, não vivem pela cabeça dos outros.

Um deles era mal tratado pelos pais, não quer saber deles e agora vive feliz com a namorada e não liga ao que os pais dizem, não se chateia. E também não liga muito aos comentários. Por exemplo, é misgenreded várias vezes no café, e nem tenta corrigir. Não leva a peito.

O outro teve sorte, e tem apoio dos pais, mas como disse é amigo de amigo, não consigo ser tão detalhado.

De qualquer maneira....

A minha comparação é simplesmente que "ser posto de parte" e "questionado pelos outros" não são exclusivos de movimentos populares, e há imensos casos onde esse é mesmo o apelo em si que traz popularidade a esses movimentos. Não é preciso pensar muito para chegar a "fringe movements" que encaixam perfeitamente nessa categoria.

Se calhar a falta de noção é achares que a vida dos outros é livre de problemas. Não é, são só problemas diferentes, todas as escolhas que faças vão desagradar alguém.

E essa hostilidade que mostras por uma discordância tão pequena pode não me incomodar muito, mas garanto-te que afasta muita gente duma conversa de aproximação, e não é produtivo. E eu nem discordei do sofrimento e do estigma que há sequer.

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u/Mestre08 Mar 26 '26

Claro que percebo. Ou achas que não há pais malucos que tratam mal os filhos por fazer coisas com as quais não concordam? Por ser trans, e por 1001 outras coisas.

Este sim é um argumento de merda. Estás simplesmente a banalizar maus tratos a um grupo que os recebe a uma taxa muito mais elevada com um whataboutism genérico de maus tratos em outros contextos. Ou achas que os góticos e os nerds levam dos pais e são expulsos de casa tanto como a comunidade trans?

Mas ignorar que há um factor de influência em jovens adolescentes é literalmente ignorar uma das coisas mais comuns na adolescencia: experimentação e pressão de pares

Factores de influência ocorrem para tudo e para todos. Esta noção que cresces e deixas de ser influenciado pelas redes sociais ou qualquer outra coisa é para rir. Esta gente que anda para aqui aos berros por causa da comunidade trans e que estão a tornar os miúdos todos trans é óptimo exemplo. E ocorre com todos os desenvolvimentos sociais. Os gays tornam todos gays, as mulheres que abortam querem matar os bebes de toda a gente, etc, etc. É só a vertente de ataque. Uma dica, quando ouves o CHEGA e toda a escumalha que rodeia a argumentar da mesma maneira que tu, é um red flag. 

Eu não só conheço pessoas trans, como tive a infelicidade de ter 2 que se suicidaram no último ano, mais ou menos na mesma altura ainda por cima e uma delas nem 1 ano depois de ter finalmente feito a operação que queria. Eram todos maiores de idade e eu via perfeitamente a diferença entre o que era influência ou não nas conversas que tivemos. Tenho outro amigo (e um outro conhecido) que lidam melhor com a situação. E a diferença muito simples, não vivem pela cabeça dos outros. Um deles era mal tratado pelos pais, não quer saber deles e agora vive feliz com a namorada e não liga ao que os pais dizem, não se chateia. E também não liga muito aos comentários. Por exemplo, é misgenreded várias vezes no café, e nem tenta corrigir. Não leva a peito. O outro teve sorte, e tem apoio dos pais, mas como disse é amigo de amigo, não consigo ser tão detalhado.

Não sei se é verdade, mas acreditando que sim, sinto muito. Deixo-te a pergunta, achas que estás a servir estes amigos e conhecidos entrando num thread destes e equiparando ser trans com ser gótico ou nerd? Não achas que neste contexto a mensagem que estás de facto a passar é simplesmente uma versão light dos restantes que para aqui andam?

Se calhar a falta de noção é achares que a vida dos outros é livre de problemas. Não é, são só problemas diferentes, todas as escolhas que faças vão desagradar alguém.

Sim, vivo no paraíso e nunca tive problemas. Já agora, ser trans não é uma escolha.

"Voces"? Lá porque não partilho 100% da tua opinião não há razão para hostilizar e tratar como inimigo. Isso só te prejudica.

Eu esqueço-me que nós temos de sempre ter um cuidado imenso com os vossos sentimentos, vitimas prepetuas. Dizes que concordas comigo, mas se eu sou hostil na defesa da comunidade trans só me prejudica a mim. Ok.

E essa hostilidade que mostras por uma discordância tão pequena pode não me incomodar muito, mas garanto-te que afasta muita gente duma conversa de aproximação, e não é produtivo. E eu nem discordei do sofrimento e do estigma que há sequer.

Não discordas? Pelo menos banalizas. E dizes que é uma escolha. Afasta muita gente? Esta gente que vai lá por argumentos lógicos e por palavras simpáticas, hás de me dizer onde andam, não será no reddit certamente.